Tenho andado a fazer umas leituras acerca da formação contínua de professores.
Investigar sobre esta temática faz com que se descubram imensas publicações sobre o assunto. Na sua grande maioria fazem-se análises sobre os modelos de formação contínua, divaga-se sobre a sua necessidade, no entanto, são raras as publicações que analisem as implicações na melhoria do processo de ensino-aprendizagem dos alunos.
Os investigadores, ou seja, os professores temos andado um pouco distraídos sobre este assunto. Fazemos formação contínua, aplicamos as inovações na sala de aula, mas não transmitimos aos nossos pares as transformações efectuadas nas nossas práticas e as melhorias ao nível da aprendizagem dos alunos.
É necessário que esta prática seja alterada. Se não formos avaliando as implicações da formação que é feita não saberemos qual o caminho que como profissionais da educação devemos seguir. Há muitas lacunas na investigação sobre esta área que têm de ser colmatadas, mas para que tal aconteça temos que nos dispôr a transmitir à comunidade científica aquilo que fazemos na sala de aula. Só assim a investigação pode ir dando passos sustentados na melhoria do acto educativo. É tempo de a investigação educativa ser realizada por professores, pois são eles que trabalham directamente com os alunos e por isso os maiores interessados em que haja melhorias no processo de ensino-aprendizagem.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário